Love, Hate, and Teenage Choices: Discussing Romeo and Juliet | Amor, Ódio e Escolhas na Adolescência: À Conversa sobre Romeu e Julieta

What makes a story last more than 400 years?

Our 8th-grade students set out to answer that question during a Socratic Seminar focused on William Shakespeare's Romeo and Juliet. Unlike a traditional classroom discussion, a Socratic Seminar is student-led: learners develop their own questions, listen carefully to one another, and guide the conversation themselves. The teacher steps back, allowing students' thinking, reasoning, and curiosity to take centre stage.

Through thoughtful discussion, students explored themes that continue to resonate with audiences centuries after the play was first performed. They examined the impact of teenage impulses and decision-making, reflected on the powerful emotions that can blur the line between love and hate, and considered how family, friendship, and identity shape the choices we make.

At the heart of the seminar was a question that remains as relevant today as it was in Shakespeare's time: Why do we still read Romeo and Juliet?

The answers were anything but simple. Students debated whether the play's enduring appeal lies in its timeless themes, its unforgettable characters, or its ability to spark conversations about issues that young people continue to face today. By connecting the text to their own experiences and perspectives, they discovered that great literature does more than tell a story—it invites us to think, question, and understand ourselves and others more deeply.

O que faz com que uma história permaneça relevante durante mais de 400 anos?

Os alunos do 8.º ano procuraram responder a esta questão através de um Seminário Socrático centrado em Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Ao contrário de uma discussão tradicional em sala de aula, um Seminário Socrático é conduzido pelos próprios alunos: são eles que formulam as perguntas, ouvem atentamente as opiniões dos colegas e orientam a conversa. O professor assume um papel mais discreto, permitindo que o pensamento crítico, a reflexão e a curiosidade dos alunos ocupem o lugar principal.

Ao longo da discussão, os alunos exploraram temas que continuam a marcar leitores e espectadores séculos depois de a peça ter sido escrita. Refletiram sobre os impulsos e a tomada de decisões na adolescência, analisaram a ténue fronteira entre o amor e o ódio e debateram de que forma a família, a amizade e a identidade influenciam as escolhas que fazemos.

No centro do seminário esteve uma questão que continua tão atual hoje como no tempo de Shakespeare: Porque continuamos a ler Romeu e Julieta?

As respostas estiveram longe de ser simples. Os alunos discutiram se a longevidade da obra se deve aos seus temas universais, às suas personagens inesquecíveis ou à sua capacidade de gerar conversas sobre desafios que os jovens continuam a enfrentar nos dias de hoje. Ao relacionarem o texto com as suas próprias experiências e perspetivas, descobriram que a grande literatura faz mais do que contar uma história — convida-nos a pensar, a questionar e a compreender melhor os outros e a nós próprios.

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